Por que pulsos, e não um som contínuo
Um som contínuo empurra a gota com pressão constante, e uma gota presa pela tensão superficial simplesmente absorve esse empurrão. Os pulsos fazem outra coisa: cada pulso inicia e interrompe o movimento da membrana, e essa aceleração repetida quebra a aderência da gota à superfície.
Por isso a sequência alterna. Oito pulsos em 165 Hz trabalham a gota, depois uma varredura de 150 Hz a 330 Hz passa pela faixa em que cavidades de formatos diferentes entram em ressonância, caso o seu aparelho tenha o pico em outro ponto. Então o padrão se repete.
165 Hz não é um número mágico. É aproximadamente onde a membrana de um alto-falante de celular tem a maior excursão, e 150–330 Hz é a faixa em torno dele que continua útil em aparelhos diferentes.
Qual alto-falante está molhado
Quase todo celular tem pelo menos duas saídas de áudio: o alto-falante da borda inferior, que toca música e vídeo, e o auricular na parte de cima, que você encosta no ouvido durante a ligação. São aberturas separadas, em cavidades separadas, e a água entra em cada uma de forma independente.
Esta página toca pela saída que o navegador usa, que é o alto-falante inferior. Se as ligações estão abafadas mas a música está boa, a água está no auricular, e um som do navegador não chega até lá — essa rota só está disponível para um app que consegue solicitá-la.
Teste rápido: toque música. Se a música está limpa e só as ligações estão abafadas, a saída molhada é o auricular, não o alto-falante.
O que conta como resultado
Às vezes aparecem gotas na saída. Na maioria das vezes você não vê nada, e a única evidência é o som ficar mais limpo. Os dois casos são normais.
Compare o mesmo áudio, no mesmo volume, antes e depois. O que vale:
- a fala fica mais fácil de entender;
- o volume volta sem você aumentar o ajuste;
- o chiado ou o abafamento diminui;
- a saída afetada melhora enquanto a outra continua normal.
Não sair água visível não significa que falhou, e sair água visível não significa que o interior do aparelho está seco.
Quando parar
Três repetições é o limite que vale tentar. Se nada melhorou até lá, repetir mais não vai ajudar — o problema não é uma gota sobre a membrana.
Pare imediatamente se qualquer uma destas situações for verdadeira:
- o alto-falante não emite som nenhum, ou surgiu um chiado ou vibração nova;
- o líquido era água do mar, água de piscina, ou algo com açúcar, leite ou óleo;
- o aparelho ficou submerso, ou está se comportando de forma estranha em outros aspectos;
- o som estava bom e piorou enquanto você repetia a sequência.
Líquido contaminado deixa resíduo depois que a água evapora. O som não remove sal, açúcar nem óleo, e forçar o alto-falante contra o resíduo não ajuda em nada.
Perguntas sobre o som para tirar água
Quantas vezes posso repetir?+
Até três vezes, escutando entre uma e outra. Se não houver melhora depois de três repetições, o problema não é uma gota que o som consiga mover, e insistir não muda isso.
O som pode danificar o alto-falante?+
Tocar um som grave e alto por menos de um minuto está dentro do que um alto-falante de celular aguenta. O que não é recomendável é repetir por vários minutos seguidos, ou usar quando o líquido tinha sal ou açúcar, porque aí a membrana trabalha contra o resíduo.
Posso usar fone de ouvido para ficar mais baixo?+
Não. O fone anula o objetivo — o som precisa chegar ao alto-falante molhado — e um som alto direto no tímpano é a única forma realmente perigosa de usar isto. Tire os fones.
Funciona em Android além de iPhone?+
Sim. O som é gerado pelo seu navegador, então toca em qualquer celular com alto-falante funcionando. Nada na física é específico de um fabricante.
Não sai som nenhum quando eu toco. Por quê?+
Verifique o modo silencioso, o volume de mídia e se o Bluetooth conectou a alguma caixa ou ao carro. Se o celular ficou preso no modo fone de ouvido depois da água, o áudio pode estar indo para uma saída que não existe — a verificação do modo fone trata disso.